Solitate
Autor: Karla Fioravante | maio 23, 2010
“Pois, se os olhos seco e não choro mais, inda se ouve um eco”… José Albano, Rimas.
Ressonância… De lembrança leve e forte… Suave, porém acompanhada do desejo de tornar a ver. Devir. Permanece em todos os tempos verbais.
Quanto tempo hei de esperar? Um tempo não mensurável, segundos de eternidade?
Toma conta de mim, olha-me fixamente, no mais profundo, âmago de verdade.
Demoras, delongas.
Tortuosamente taquicardíaca. Surpreendentemente desconcertante.
Introspectiva… Supõe falta, onde apenas uma presença especifica supre!
Onde te escondes que eu não posso ver, tocar, palpar?
Mesmo que eu fugisse, me encontraria. Levo comigo, além mar… Atravessando oceano! Do outro lado do mundo. Que mundo?
Se eu mudasse o rumo, fechasse os olhos, fingisse que não sei… Ah, permaneceria em mim, aguçadamente, sem piedade.
Sem fronteiras. Entra, não bate! Invade! Adentra… Por que não aquietas e me deixa?!
Sublimação, sublime ação!
A quem se dirige? Apenas a mim?… A outrem, e de outrem a mim. Eis a reciprocidade. Em sua intensidade, transparência!
Acorde em dissonância, tumulto dos meus dias, embebeda-me, esvazio-me. Culpa sem absolvição!
Espaço, lugar… Habitado! Tradução indecifrável. Sentimento passível/possível daqueles que em determinado momento o viveram de forma única, e se tornou inesquecível a ponto de desejá-lo por um tempo indeterminado.
Pode!… Hiato da palavra ditongo! Sem regras… Livre de escolhas.
Se existe, significa e isso basta!
| Incluído na Coluna: ARTIGOS | 11 Comentários » |
![]() |
Demasiado
Autor: Karla Fioravante | maio 18, 2010
Irônico…
A prática do bem, gratidão, compaixão, amor incondicional (se é que existe), perdão, reconciliação e assim por diante estão fora de moda! Não dão ibope, pelo contrário, acabam gerando dor de cabeça, más interpretações, apontamentos… Que triste! Uma sociedade que busca polemica que gosta de apontar, julgar, ofender… De geração a geração, acentuando-se. E mesmo que haja tantas maneiras livres de ser/estar, alguns conceitos são fortemente jogados ou inseridos na mente como verdades absolutas, que talvez ainda demore séculos para realmente mudar.
Algumas pessoas passam pelo anonimato a vida inteira, porém continuam sendo pessoas e mais, praticam muito mais gestos concretos de caridade do que muitos que apenas falam, pregam, levantam bandeiras. Não é preciso fazer alarde quando se faz o bem. O ato de praticá-lo já proporciona a quem pratica uma sensação leve de servir. Eis um serviço: o outro. E quando o bem é feito na gratuidade não exige devolutiva. É livre.
Porém, ando questionando: “Boas ações são más ações sublimadas, más ações são boas ações embrutecidas, bestificadas” Nietzsche – Ou seja, algumas “boas” ações esperam algo em troca, o único desejo é fazer para cobrar, ou usar-se disso para prender outrem, no entanto, isso não passa de um medo de perder, ou satisfazer-se em algumas circunstancias e estâncias. Supõe, no entanto, um ato de vaidade, egoísmo, maldade, astúcia…
Qual é a hierarquia para julgar outro alguém? Quem sou eu? Quem é você? Uma hora te aplaudem, e no virar das costas te apedrejam. Que sentimento de caridade e boas ações são essas? Apenas em discursos? Teorias? Não é permitido o erro?! Ou, apenas os outros podem errar?! Nunca é permitido a alguns a capacidade de recomeçar? Pesado isso… Será que fomos ensinados assim?
Quem é alguém para decidir o rumo de outro alguém? Ser superior?
Sim: regras, normas, adequação, leis.
Cuidado com aqueles que te sorriem de lado, que não te olham nos olhos, que falam entre os dentes, que te dão tapinhas nas costas… Eles estão cheios de “boas” ações, prontos a darem o bote! Um dia se revelam.
Chamamos de imoral aquilo que é nocivo, porém há atos morais completamente maléficos e que continuam firmes em seus propósitos.
O bem se reconhece no olhar. No simples. Quando o bem existe, é livre de armas. Se precisar delas, há algo que agride, ameaça. É preciso discernir.
“Em si mesmo o prazer não é bom, nem mau; de onde viria a determinação de que, para ter prazer consigo não se deveria suscitar o desprazer alheio?” Idem.
| Incluído na Coluna: ARTIGOS | 7 Comentários » |
![]() |
Foi…
Autor: Karla Fioravante | maio 15, 2010
D e s e r t o – de certo!
Qual seria a maior causa da infelicidade? – “Não me cure de você…”
E, o que seria a felicidade? “Até parece que não lembra…” – Deixa o amanhã dizer…
Não tenho os argumentos e não os terei. Nem os quero agora… Deixo-os de lado, apenas por hora…
Poderia dizer que o amor é fato? E, que amando estaremos perto de um quase “completo” bem viver?… E seria felicidade? Muito vago-raso. E, não quero crer que sentimentos são assim. Ser feliz é sentimento? Ou, qual o sentimento que o antecede? … Existe…
Ciclos incompletos nos trazem um desejo de conquistar a completude, muito embora alguns fossem perenes apenas na ideia, no entanto, seja em qual for o nível e o âmbito não será palpável e tão passível de decifrar e saber como é o completo de outro. Portanto…
Nós, não seremos completos…
E isso não quer dizer que somos pela metade, mas que simplesmente nossa alma é insaciável… Nada permanece tanto tempo! Ou um tempo-atemporal. Por isso, o apego ao eterno.
Eterno é um tempo duradouro?… Os pés cansam. “Eu não quero te perder… Perdão, você!”
O amor é sentimento intelectualizado, internalizado. Porém, que se torna externo quando realmente sentido. Como o posso vislumbrar? Ouvindo, lendo, ‘partilhando’, observando…
Entretanto nem todo amor deve ser dito… Às vezes deve permanecer guardado. ‘“Acreditar que um dia…” – Esperar? – “Pensando em ficar… ou passar… pela vida?!”
Ora, felicidade é, portanto, individual? Quando eu estou feliz com algo, posso me esquecer de olhar o outro que ainda está caminhando. O que importa? Seja franco… “Chegar a casa”…
Divisões entre o conhecido e o desconhecido. Entre o visto e o vislumbrado! Silêncios e alívios… “No açude, por outro lado, havia peixes e lama, salamandras”… Criemos o nosso açude, novo… Novinho em folha! Parafraseando Virginia. Passaremos a vida tentando? O surreal é simples… O surpreendente, o ousado, tão apertado quanto à paz!
“Ele esticou as pernas. Sentiu a brisa em seu rosto” – Passou! Foi feliz.
| Incluído na Coluna: ARTIGOS | 10 Comentários » |
![]() |
Por enquanto…
Autor: Karla Fioravante | abril 20, 2010
Estive pensando… Ainda estou aprendendo a utilizar as palavras. Cheguei à conclusão que talvez nunca aprenda, pois, sempre haverá o que dizer. E mesmo quando não houver o silêncio fala o que as palavras não falam. Hoje eu sou silêncio, no entanto, as palavras gritam. Nunca diremos ou escreveremos tudo. Montar frases também requer bom gosto, bom gosto é relativo. Depende da ótica de quem lê.
Escrever sobre a dor e o sofrimento é perceber detalhes que ainda não possuem a proteção de máscaras. Escrever sobre coisas que habitualmente ninguém percebe, pode ser apenas percepção. A escrita pode falar como estamos ou pode encobrir como estamos. Pode nos levar ao mais alto de uma montanha sem sair de nosso quarto. As pessoas podem ser vistas pequeninhas do alto de uma montanha, e podem estar bem perto e continuarem tão longe quanto se a observássemos lá de cima. Profundo conhecer alguém, de perto ou de longe, mas o conhecer é bem mais que o observar.
Ninguém vive a vida de outrem. Cada qual só pode viver a sua própria vida. Cada um pode viver suas dores e alegrias. Podemos compartilhar sentimentos com pessoas que amamos, e que fazem parte da nossa vida, mas, os afetos são individuais. Mesmo que recíprocos cada qual sente de uma maneira. Espera de uma maneira. Compadece-se de alguma maneira.
Estou buscando entender melhor as dores alheias, mas… Não saberia dizer o quanto dói no outro, ou o quanto dói em mim, mesmo que nos encontremos no decorrer da estrada. Travamos as nossas lutas, fizemos e faremos nossas escolhas, porém há de se ter humanidade em cada uma delas. Ninguém escolherá por nós. Apenas você pode fazer as suas escolhas, e eu as minhas. E ninguém viverá minhas escolhas. Posso fazer algumas pessoas sofrerem por minhas escolhas, você pelas suas, entretanto é individual.
Se eu não fizer reflexão de como vivo, no que creio, espero e, não tomar consciência dos meus atos tornar-me-ei alienada. Estagnada. A esmo… Portanto, sem individualidades demais ou de menos. Não podemos atribuir nossos passos a outrem, e muito menos quem somos a outrem. Não podemos atribuir nossos erros a outrem e nos tirar do alvo. Somos responsáveis por tudo aquilo que plantamos, colhemos e sonhamos. Não sejamos passivos a nós mesmos, nem fujamos daquilo que somos. Ainda a melhor maneira de ser é naturalmente nos permitindo através da nossa consciência. E do que assumimos como caminho a seguir.
Se ainda há muito a caminhar, por enquanto pense nos passos que você já deu, mas não se acomode… Tenho certeza que de alguma maneira isso ajudará no que ainda virá… Certas partes da sua história ainda você precisa contar para si mesmo… Conte!
| Incluído na Coluna: ARTIGOS | 22 Comentários » |
![]() |
Aquela rua…
Autor: Karla Fioravante | abril 16, 2010
…
Templo das belas frases, das observações, do silêncio, das utopias, dos milagres, do imediatismo… Dos encontros, dos olhares…
Templo das surpresas, das procuras, dos encantos, dos desencantos… Das ilusões… Das pressas, dos descontroles…
Verde, leve, vede… Quão bela é a mistura de esperanças e sentimentos! Também sou neste contexto onde tantos tons se misturam. Onde a lua ilumina a escuridão que a noite traz.
Um passa, outro chega… Não tem bosque, nem nome, e sim solidão…
Talvez não tenha anjos, apenas coração! E, o vento que balança as árvores que consigo ouvir quando meus olhos se fecham! … “Que se chama solidão”… E eu ouço o silêncio daquela rua…
Solidão tem nome, tem voz e é alta!… Entre tantos, entretantos…
Dormir, ruazinha…. Dormir!….
| Incluído na Coluna: ARTIGOS | 5 Comentários » |
![]() |
Ficou…
Autor: Karla Fioravante | abril 4, 2010
Ofereço a outra face… Talvez esteja menos dolorida! Não há caminho que não consiga se refazer quando os passos já não conseguem mais ir além. É preciso parar e não mais andar! Paro e olho. A estrada é de terra… Chão batido, onde não sou a primeira a trilhar. Um órgão vital é assim quando acelera, sem ter onde pisar e os passos não estão nenhum um pouco firmes. Perdão… É hora de desamarrar os sapatos, ficar sem armas, nu de si, mas não pronto. Não se vive sem esperar, mesmo que não mais consciente. Na velocidade que se passa pelo olhar, tudo é gélido, um inconstante vai e vem de motores semi-construídos. Um reflexo de uma alma que se cansou, um peso de leito, de murmúrio sem sentido… Uma questão sem nunca ter sido respondida, um ato sem fato. Uma história sem antes.
Ofereço minha outra parte, o que ainda ficou daquilo que não sei delimitar, nem descrever… Não é resto, mas um toque intocável… Um vão, um semitom. Não é lembrança, não é memória… Sem mãos, sem acasos, nem quantos! Sem tempo… Um minuto que se esvai em som de segundo. Devo continuar… Não só por mim, mas pela outra parte que ainda consegue estar. Sem que me pertença por inteiro, sou fragmento, sem meio. Tenho começo e fim. Parte disso não sei contar, não quero ver, não ouso dizer que consigo me ouvir. Sou desatenta àquilo que não construí. Vim de um começo, e hoje sou face. Sou riso imotivado vestido de cores e saltos que quanto mais altos sofrem tanto quanto a altura que alcançam.
Ofereço o centro, pois está inabitado… O que trago são extremidades que transpiram um peso leve, pois o que está na extremidade não chega ao foco. Sempre será longe! Continuo parada sem fitar a continuação. Se houver será face a face com o que não trago, com o que não vivi, não senti. Deixei o passar dos anos não contribuírem para tudo o que não digo. Rasgo diante de mim os trapos que estão dentro de uma mala pouco aberta. Pisar naquilo que atormenta é transfigurar um rosto sem marcas.
Ofereço aquilo que não canto, sem tons. Aquilo que sublimo no mais alto que posso avistar, sem movimentar os pés. Ofereço sem ofertar, sem almejar, nem soletrar… Possibilidade de parar! Paro! Ou refazer… Não há o que! Capacidade de ir, nego! Parada obrigatória. Aqui jaz…
| Incluído na Coluna: ARTIGOS | 12 Comentários » |
![]() |
Continuo notando…
Autor: Karla Fioravante | março 29, 2010

O último 20 de Março de 2010 foi um dia para ficar na história, e ficou! Unir oito vozes femininas, homenagear as mulheres com canções que mexem com nossa alma foi uma missão que ficará pelo sempre em mim. Mexeu, transformou… Reescreveu algo!
Cada cantora convidada com características próprias, histórias de vida, objetivos, texturas, expressão, extensão, somaram a um dos desafios que gostaria de repetir quantas vezes me fosse pedido, sonhado, solicitado! E, foi um pedido de confiança que me fez aceitar olhar para cada uma delas e notar quão bem fazem o que fazem, e o que escolheram como forma e arte de ir além!
Entre luzes e canções os passos foram dados para que da melhor maneira expressássemos nosso amor Àquele que cremos e cantamos! Incluo-me e sinto-me honrada dessa partilha e devo dizer por liberdade: Obrigada. O novo para mim, a responsabilidade, missão. Ousar!
Foi um trabalho sonhado, um sonho realizado! Quisera eu ter as palavras que pudessem descrever a beleza de um dom, o próprio nome já o diz: Dom! Inquestionável… Vibrante!
Quem esteve naquela noite teve a possibilidade de notar Suely Façanha, sua humildade, verdade e timbre marcantes, Fátima Souza afinadíssima, unção e qualidade! Ziza Fernandes mulher rara, belas composições, interpretações, união da historia e vida, Andréia Zanardi voz que traduz paz, eleva ao céu, alma que canta: a voz alcança! Dalva Tenório, voz forte, mulher forte, alegria que contagia, o belo em essência! As participações especiais de Dayana Cardoso que marca sua história através de um timbre único e belo e, Olívia Ferreira simpatia, oração, linda voz, vai além!
Os músicos Luiz Antonio Karam [piano/teclado], Caio de Carvalho [guitarra], Alexandre Pivato, o Boyna [violão], Regis Costa [Baixo] e Juninho Freire [batera] foram excelência em escrever cada música, com cuidado, apreço, notaram as dissonâncias, diferenças, somaram, deixaram fluir o belo em cada nota! O grupo vocal Typ Vox dom inato de timbrar, aplausos, uma homenagem para os homens!
Notando cada nota, uma mulher guerreira de fé: Angela Morais, sou imensuravelmente grata, confio e admiro! Somando: Marcelo Duarte [captação], Abdias Jr [cenário], Adriano e equipe [som]… Apoio e SIM da Milícia da Imaculada e toda equipe da organização, nomes que fizeram acontecer cada detalhe, pessoas que fazem a diferença e são as certezas da caridade e confiança que a igreja tem com seus servos! Talvez o todo melhor fosse traduzido pelo testemunho de quem ouviu e viveu em intensidade o que vivemos naquele dia. Falar apenas não expressaria toda a alegria que trago aqui dentro ao ‘dividir’ o palco e a vida com pessoas que tanto aprecio.
O hoje transborda. Ao fechar os olhos parece que continuo ‘notando’ os sons daquele momento.
Na memória, coração, história! Uma nota que elas notam, é um convite a ser sempre, e não um momento! Continuemos notando… Ressoando, reverberando! Respondendo a um chamado: Note!

[Deixar ressoar no eterno aquilo que fazemos com amor! Ofereço a todos que lá estiveram e notaram. O evento foi realizado em São Bernardo do Campo, no CENFORPE]
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=1321534866389666993
| Incluído na Coluna: ARTIGOS | 15 Comentários » |
![]() |
Exercício…
Autor: Karla Fioravante | março 7, 2010
Meus dedos escolheram digitar… Decidi dar ênfase à razão de estar aqui, como um sentido de exercer a liberdade de poder manifestar aquilo que se passa por mim! Assumir tal transformação do mundo interno em externo em questão de minutos, como se isso me tornasse mais leve. Sem função construir algo, ou algum tipo de pensamento! Apenas no que considero observável… E ainda bem que o faço! Ainda bem que posso vislumbrar tantas situações e poder dizer que não sou a única a viver algumas. Tendo em mim a possibilidade verídica de crítica, sem temor. Não apenas na intencionalidade de identificação, mas simples e direta forma de expressão.
Não quero produzir ideias, nem idealismos, ilusão do real! Não levanto bandeiras, a verdade pode ser plural. E me soa como muito um lugar no universo. Um lugar de passagem! Pois é isso que a cada dia consigo concluir. O que ocorre conosco em relação ao que somos? Pensar e sentir a vida… Saber-me individuo, cheio de expectativas, vivências, loucuras, estruturando-me para num momento semibreve desestruturar-me! Faz parte da finitude humana.
Não espere nada de mim, a não ser o que sou! Por vezes agradando, por outras não! Ora sou processo, ora estrutura, ora manifestação, ora relação… Ora conteúdo, ora experiência! Tenho um intuito de contar segredos a mim, principalmente aqueles que ainda não tive coragem de me contar! Fenômeno humano de ser ‘eu’… Se o fizer, será na capacidade de me assumir frágil. Enclausuro-me…
O que me é possível em maioria são estimulações e treinos… Ora acerto, ora erro! O que há de mal em viver os dois caminhos, passiveis de me formar? Não tenho acesso a condições necessárias para acertar ou errar, por vezes! Tenho, portanto, a possibilidade de com ambos escolher que caminho vou trilhar! Fui criança, e estou aqui. Tenho alguns lapsos de voltar a tal etapa! Vontade de permanecer em posição fetal. Medo?
Sou um individuo trilhando um caminho… Sujeita à minha própria vida!
Se você passar por aqui posso caminhar junto, na escolha livre de lhe fazer companhia… Se precisar de uma mão amiga, vou estender-lhe! Às vezes vou buscar a mesma força para seguir. Não posso denominar essa reciprocidade de expectativas, pode ser inconsciente acreditar que elas existam, pois conscientemente, quero abrir os olhos e ver que o que se precisa é de espaço! Se não há espaço, não há saudade… E eu gosto de sentir saudade! Tanto que às vezes busco e sou ausência…
O eu vira nós! Mas, tão em breve volto a ser eu, individuo… Para ter imensa e intensa vontade/desejo de reconstrução.
A palavra une, é uma forma de manifestar parte daquilo que por aqui faz reverberar.
Que reverbere!… Sem a intenção de chegar a lugar algum!
| Incluído na Coluna: ARTIGOS | 8 Comentários » |
![]() |
Perfeição…
Autor: Karla Fioravante | fevereiro 23, 2010
E… ela fez uma promessa de que todos os sábados iria vestida de noiva para a igreja, e assim pedia a Deus que enviasse o homem perfeito para que pudesse se casar….
E religiosamente… Chuva, sol, frio, calor… Lá estava ela com seu vestido branco aos pés do altar esperando o noivo perfeito aparecer…
Via a paróquia enfeitada, [quase todo sábado tinha casamento] encontrava muitos olhares curiosos e mudos, que até então não ousavam perguntar o porque daquele vestido branco diante do altar… Respeitavam.
Alguns anos se passaram, o branco deu lugar ao amarelado… E ela, fiel… Todos os sábados!
Certo dia, um homem se aproximou dela e perguntou:
- A vejo todos os sábados aqui, espera por alguém?
Ela: – Sim, pedi a Deus um homem perfeito. Sei que ele virá… Estou cumprindo minha promessa de estar aqui todos os sábados vestida de noiva o esperando!
O homem surpreso:
- Tenho uma história parecida, mas eu encontrei a mulher perfeita.
Com os olhos cheios de esperança ela falou:
- E, então… Casou-se? Está com ela? – Viu, por isso estou aqui! – e, sorriu.
Ele abaixou os olhos:
- Não, não estou com ela, nem me casei… Pois, ela estava a procura do homem perfeito também. E o ser humano perfeito não existe…
[...]
Moral do conto?…..
| Incluído na Coluna: ARTIGOS | 15 Comentários » |
![]() |
(IN) Tolerância…
Autor: Karla Fioravante | fevereiro 23, 2010
A hora chegou!
Talvez eu não tenha feito o que estivesse ao meu limite… Talvez eu tivesse que ter ido além, enfrentado muito mais do que me era possível… Talvez eu pudesse ter dito mais do que disse, ou menos do que deveria. Ter confiado mais… Poderia ter fechado os olhos, dado um sorriso largo e seguir adiante! Poderia ter representado ou ter fechado as portas antes que houvesse um caminho. Ou, talvez tenha feito tudo ao contrário disso!
Resta olhar para o vazio, sem ousar tocar o nada!
Reencontrar motivos, aquietar o tempo no templo de nós mesmos! É assim que a vida vai nos moldando, querendo ou não. A vida nos vive através do que abstraímos, recebemos e como recebemos. Nem sempre a gente ganha, nem sempre a gente perde! Porém, basta! O jogo acabou!
Chega-se o tempo de ir! Não viver o devir, mas deixar o que não é, não ser.
Nessa noite a gente não consegue dormir, ouvimos os gritos medonhos do não compreender! Tentamos buscar zona de conforto… Mas, é tempo de deixar partir!… Ir embora! Aceitemos…
Não há mais sincronicidade, nem vontade! Não há cores, nem sabores… Nem armas, nem julgamentos! Confronto ou afronto! Fim da linha! Dê linha!
Não é! E pronto! Ponto!
Sejamos, pois aquilo que somos… Sem falsa política!
Há um tempo em que precisamos ser diferente em alguns lugares, precisamos de aprovação. Há um tempo em que talvez precisemos nos esconder, para agradar. Outro tempo em que seremos mutação…
Mas, você vai sentir o tempo e a exigência consciente de não mentir para si!
E hoje? É hoje?
Hoje, é tempo de ser o que se é. Não é tempo de brincar com o tempo! Não dá mais para fingir o que não se é, e muito menos o que se é.
Se precisar mude a rota. Refaça o caminho… Retorne ao ponto! Comece um novo, de novo… Vá!
Vamos ouvir? – Tudo Novo de Novo [Paulinho Moska]
Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim
Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim
É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos
Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou
E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou
Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos
| Incluído na Coluna: ARTIGOS | 8 Comentários » |
![]() |
