| Meus dedos escolheram digitar… Decidi dar ênfase à razão de estar aqui, como um sentido de exercer a liberdade de poder manifestar aquilo que se passa por mim! Assumir tal transformação do mundo interno em externo em questão de minutos, como se isso me tornasse mais leve. Sem função construir algo, ou algum tipo de pensamento! Apenas no que considero observável… E ainda bem que o faço! Ainda bem que posso vislumbrar tantas situações e poder dizer que não sou a única a viver algumas. Tendo em mim a possibilidade verídica de crítica, sem temor. Não apenas na intencionalidade de identificação, mas simples e direta forma de expressão.
Não quero produzir ideias, nem idealismos, ilusão do real! Não levanto bandeiras, a verdade pode ser plural. E me soa como muito um lugar no universo. Um lugar de passagem! Pois é isso que a cada dia consigo concluir. O que ocorre conosco em relação ao que somos? Pensar e sentir a vida… Saber-me individuo, cheio de expectativas, vivências, loucuras, estruturando-me para num momento semibreve desestruturar-me! Faz parte da finitude humana.
Não espere nada de mim, a não ser o que sou! Por vezes agradando, por outras não! Ora sou processo, ora estrutura, ora manifestação, ora relação… Ora conteúdo, ora experiência! Tenho um intuito de contar segredos a mim, principalmente aqueles que ainda não tive coragem de me contar! Fenômeno humano de ser ‘eu’… Se o fizer, será na capacidade de me assumir frágil. Enclausuro-me…
O que me é possível em maioria são estimulações e treinos… Ora acerto, ora erro! O que há de mal em viver os dois caminhos, passiveis de me formar? Não tenho acesso a condições necessárias para acertar ou errar, por vezes! Tenho, portanto, a possibilidade de com ambos escolher que caminho vou trilhar! Fui criança, e estou aqui. Tenho alguns lapsos de voltar a tal etapa! Vontade de permanecer em posição fetal. Medo?
Sou um individuo trilhando um caminho… Sujeita à minha própria vida!
Se você passar por aqui posso caminhar junto, na escolha livre de lhe fazer companhia… Se precisar de uma mão amiga, vou estender-lhe! Às vezes vou buscar a mesma força para seguir. Não posso denominar essa reciprocidade de expectativas, pode ser inconsciente acreditar que elas existam, pois conscientemente, quero abrir os olhos e ver que o que se precisa é de espaço! Se não há espaço, não há saudade… E eu gosto de sentir saudade! Tanto que às vezes busco e sou ausência…
O eu vira nós! Mas, tão em breve volto a ser eu, individuo… Para ter imensa e intensa vontade/desejo de reconstrução.
A palavra une, é uma forma de manifestar parte daquilo que por aqui faz reverberar.
Que reverbere!… Sem a intenção de chegar a lugar algum!
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março 8th, 2010 at 1:46 am
Olá, Karla kerida e de voz kristalina! A letra “K” do seu nome, tão bem desenhada, chamou a minha atenção. Com 40 horas de treino, é possível desenhar letras assim lindas – veja no site indicado aqui. Seu texto foi “Exercicio…” sua caligrafia, também pode ser. abraço e Parabéns, pelo Dia da Mulher!
março 8th, 2010 at 11:02 pm
Resta-nos agradecer-te por partilhar conosco essa tua busca de ti mesma: que bom que teus “dedos escolheram digitar…”
Texto profundo, que me faz – inexoravelmente – refletir.
“A verdade pode ser plurar”… Quanta “verdade” há nisso!
Bjo, Karla.
Boa semana.
Talita
História da minha alma
março 8th, 2010 at 11:35 pm
parabens prima pelo dia da mulher………….passei por aki , estamos com mtas saudades……….,bjos
março 9th, 2010 at 1:24 pm
Você é o que é…
Horas realidade singular, outras sonho plural.
Idéia radical, momentos de silêncio, palavra apropriada, conselho enigmático, conceito indefinido…
Singela como um sorriso de criança, que desnuda nossa alma e nós faz sentir ternos… quase “eternos”.
Quando “agradas” agradeço, quando não, mereço.
E se revela, estimula. Se oculta, instiga…
Ah! Inquietadora de corações, olhos de lince em cor incomum… “que lança” a alma em lugar sinestésico! Vês além e além deixas ver… mas não a todos e em todos. Todos anseiam, mas nem todos permeiam a beleza que está, é, prevê, revê…
E na ausência, qual quê?
Um Q com som de K… Um K que faz vezes de C ou uma onomatopéia de sorriso longo, aberto, espontâneo, gostoso de sentir e que tonifica o ventre…
Processo constante… uma variação… Várias em “um só ser”…
Exercício? Tarefa difícil, mas não menos prazerosa…
O que fazer? Reverberar… quando não muito RESSOAR… e se puder em PERFEITO MAIOR!
Harmonizas… de alguma forma, sempre.
Beijos, abraços e xerus mais que fraternos…
março 9th, 2010 at 10:52 pm
Nossaa. Profundo isso… Uau…
Essa coragem de descer em si mesmo, me encanta, é facinanteeeeee, principalmente quando revelada. Sempre soa aos meus ouvidos como um mapa de caça ao tesouro. Uma verdade bem degustada não é dita de qualquer jeito, é viva e permanece… A verdade tem esse poder de entrar, revirar, fazer o que precisa fazer e permanecer, por que com certeza é a verdade de muitos…
Uau…. Uauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu…
Beijos
março 9th, 2010 at 11:13 pm
Nossaa. Profundo isso… Uau…
Essa coragem de descer em si mesmo, me encanta, é facinanteeeeee, principalmente quando revelada. Sempre soa aos meus ouvidos como um mapa de caça ao tesouro. Uma verdade bem degustada não é dita de qualquer jeito, é viva e permanece… A verdade tem esse poder de entrar, revirar, fazer o que precisa fazer e permanecer, por que com certeza é a verdade de muitos…
Uau…. Uauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu…
Beijos
março 10th, 2010 at 1:42 am
Revelar-se a se mesmo não é algo tão simples… Talvez seja esse o “exercício” existencial a que precisamos nos submeter.
Gde beeeijo querida! Tdo de bom sempre…
março 10th, 2010 at 2:57 am
Passei por aki e irei procurar fazer o “Exercicio”, que mts vez ficamos com medo do conhecer a si mesmo das nossas imperfeiçoes em um mundo que a todo momento “prega” a perfeição.
Obrigada por partilhar estes lidos artigos e até o proximo…