| A ambivalência… O contraditório! Somos um emaranhado de contrários… Ora, amamos… ora, não sabemos mais! Um dia sol, outro tempestade! Um dia braços, outros abraços! O que nos distingue de tantos outros seres vivos… O afeto! Que por tantas vezes não exteriorizamos, ou tememos vivê-lo! Os laços que tanto desejamos e não pagamos o preço para vivenciá-los! O escuro claro de nós mesmos… As contradições de nossos sins e nãos. Um sim que diz não… Um não que quer dizer sim! E o tempo vai passando, e vamos envelhecendo nossas afirmações que ao chegar a certo ponto questionaremos! É possível passar a vida inteira afirmando algo que nunca questionou! Há tantos possíveis…
Andando pelas ruas da minha infância, vi que algumas coisas nunca mudaram! Outras o ângulo mudou a passos dados na intensidade de outros caminhos… Natural? Sim… A gente cresce e os muros do colégio vão ficando menores. Alguns anos antes o víamos como imensos e intransponíveis… Hoje alguns nos parecem fáceis de ultrapassar! Outros os erguemos mais alto do que pudéssemos saltar. Os muros são do tamanho da nossa capacidade de saltá-los. Construímos alguns na altura de nosso desejo de ir além. E colocamos um nome de justificativas se não queremos saltá-los. E assim, respondemos as contradições de nossa vida com respostas superficiais tais qual o tamanho dos nossos muros! Acomodar com as situações é nossa maior fuga… É ter para onde ir! Local de conforto, voltar!
Não ando lendo livros de respostas… Aliás, acredito que nunca os busquei. Em certo ponto minha mente encontra-se vazia de conceitos! Porém, eles estão impregnados… E, por vezes me vejo vivendo as contradições. Afirmando naturalmente e parecendo um robô ensinado a repetir frases… Salve a consciência! Basta esse tipo de vivência! Não admito mais inverdades de alma! Não na/da minha… Já mentimos tanto permanecendo inerte a algumas situações. Ver notícias na TV e continuar sentada esperando a novela das 21h já é parte do conformismo da sociedade. Tá bom… Quem vai levantar e mudar? Melhor sentar num grupo de pessoas e falar como se fosse um desabafo por estar conformada! Que liberdade é essa?
Algumas pessoas nos passam uma instigante vontade de ir além, e outras um intenso medo… Avante! Ah, não! Ou não?! Oxímoros!
Ouvi pela primeira vez tal palavra no curso de pós-graduação! Como passei a vida inteira vivendo tal palavra sem saber seu nome e significado!? Técnicas… A gente vai aprendendo as técnicas das palavras para se tornarem respostas! Impressionante… Será que vai dar em algum lugar? – Sentemo-nos em nossas cadeiras e permaneçamos em nossa zona de conforto! Ou tenhamos a coragem de mudar os rumos daquilo que não nos conforma.
O ser humano é um desafio! Um emaranhado de palavras (outros não), talvez aqueles que busco no meu interior! Espelho de mim?… Será que busco apenas palavras? Não… As pessoas se revelam, já citei isso… Revelo-me também, mas… Poucos querem me ver! Melhor continuar sentados (as) à frente da TV, é mais bonito, os dentes são brancos, roupas limpas e novas! Vamos sorrir, então!…
Hora dos comerciais! [...]
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dezembro 31st, 2009 at 1:23 pm
Minha querida,
Essa crônica me fez repassar um filme na minha mente… Mas tenho a certeza que não quero ficar na frente da televisão… Que eu tenha coragem de seguir em frente…
Agradecida pelas palavras….
janeiro 2nd, 2010 at 5:02 pm
vc como sempre arrasa parabéns… e o meu afeto por vc amiga continua o mesmo amigas sempre pela fé!!!!
janeiro 5th, 2010 at 2:41 pm
prima, como vc diz o ser humano é um desafio, a vida é um desafio, viver é um desafio, assim como sonhar e colocar em pratica os sonhos tbém é um desafio, bjo grande…..
fevereiro 11th, 2010 at 7:12 am
Eu penso que zona de conforto nada mais é do que um lugar de risco, onde as pessoas ficam a mercê de suas ilusões e não calculam a altura de seus saltos, um dia percebem que o muro era mais alto do que aparentava e quebram a cara, ou talvez a nova extraordinária tecnologia da TV não ensinou como pular tão alto, no plano ideológico pareceu mais simples que no real. No final tudo parece, mas nem tudo é. Por trás dos dentes brancos sempre se enconde um germe. Ambivalência é quando sento nesta cadeira, escrevo estas palavras, e permaneço sentada! “Salve a consciência!” e também Salve as atitudes!
“Quem vai levantar e mudar?”