| O escorpião aproximou-se do sapo que estava à beira do rio.
Como não sabia nadar, pediu uma carona para chegar à outra margem…
Desconfiado, o sapo respondeu: “Ora, escorpião, só se eu fosse tolo demais! Você é traiçoeiro, vai me picar, soltar seu veneno e eu vou morrer”.
Mesmo assim o escorpião insistiu, com o argumento lógico de que se picasse o sapo, ambos morreriam. Com promessas de que poderia ficar tranquilo, o sapo cedeu… Acomodou o escorpião em suas costas e começou a nadar…
Ao fim da travessia, o escorpião cravou o seu ferrão mortal no sapo e saltou ileso em terra firme…
Atingido pelo veneno e já começando a afundar, o sapo desesperado quis saber o porquê de tamanha crueldade. E o escorpião respondeu friamente: – Porque essa é a minha natureza!
Extraído da Revista Mente & Cerebro do mês de Novembro/2009————————————
Neste mês a revista aborda sobre a Psicopatia… Interessante a matéria! A psicopatia é vista com a doença da maldade! Um ser humano que tem a capacidade de fazer mal, sem culpa alguma… Sem sentimento, emoção… Como vemos inúmeros casos na sociedade…
http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/o_que_e_um_psicopata__imprimir.html
Nem todas as pessoas que cometem maldades são psicopatas, porém… fazer o mal quando se tem consciencia do bem, é ter a percepção e o sentimento daquilo que se faz contra o outro. A maldade cometida com consciência é a pior delas…
Temos a possibilidade de escolher o bem, de fazer o bem… de Ser/Com…
Há sentimentos muito negativos que acometem os seres conscientes… a inveja, a corrupção, a mentira, mesquinhez, o egoísmo, entre outras/os tantas (os)…
Diz um ditado americano: Antes de julgar alguém, calce suas sandálias e caminhe uma milha…
Julgamento de valor, preconceitos, e tantos outros que conscientemente denigrem a imagem do ser humano são atitudes negativas para com o outro…
Fazemos parte de uma sociedade onde sabemos ‘a coisa certa a fazer’… se fazemos o oposto é porque algo não anda bem conosco… Temos um senso moral que nos delimita entre o bem e o mal…
Questiono os manuais de auto-ajuda, no entanto, escolher o bem, é sempre a melhor opção…
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novembro 7th, 2009 at 1:02 pm
Tb já questionei os livros de auto-ajuda, mas mudei minha cabeça após inciar um projeto na escola com o livro “12 semanas para mudar uma vida” de Augusto Cury. É incrível como algumas pessoas realmente desconhecem o valor do bem e não acreditam no próprio potencial. Nesse projeto conseguimos verdadeiramente transformar vidas antes podadas pelo descaso social. Nossos frutos já estão por aí. Antes de jogarmos a pedra em quem foi desoportunizado pela sociedade, precisamos mostrar uma opção. Se a escolha não for o bem… paciência…
novembro 7th, 2009 at 2:42 pm
Eu vivo a professar “Eu sou o que sou e não o que faço”! E busco pautar minha vida no que professo, pois se torna a cada momento mais verdadeiro.
Mas tem pessoas que não encaram ou tem esse conceito de valor. Elas acreditam que em tudo, são o que fazem, inclusive quando cometem erros e nos levam a crer que essa é que é a regra.
É difícil ver o outro além… ver através dele. Eu mesmo ainda me questiono se consigo.
Fundamos nossas opiniões em imagens.
Concordo que a falta de consciência daquilo que se faz é no mínimo ingenuidade e no máximo uma patologia das mais agudas ou talvez crônicas, como a psicopatia.
O fato é que se consigo fazer com que onde há o “mal” eu possa ser e fazer o “bem”, poderei transformar…
Não consigo apenas ter paciência. Não posso escolher pelos outros, mas posso fazer que a minha escolha seja mais inclusiva o possível e voltada para o BEM!
Assim, intercedo, faço, luto, busco… sonho…
Sei que haverão “escorpiões”, mas está mais que na hora de deixarmos de ser “sapos”, do contrário a história sempre se repetirá…
E então, quem nós seremos?
novembro 7th, 2009 at 4:55 pm
Infelizmente a maldade do escorpião é de sua natureza! Como foi citado no post… O escorpião é um filo artrópode, aracnídeo… O homem pensa, tem raciocínio, razão… capacidade de reflexão! E, por vezes possui um senso de razão desfragmentado… sem censura alguma para nada! Não confundamos Psicose com Psicopatia, ok? Bem, apenas comentando… rss….
Como sabemos os extremos são negativos… Penso que seja apropriado ainda neste post dizer sobre o conceito psiquiátrico de narcisismo que se refere a pessoa que se considera excessivamente importante e especial, possui um egocentrismo patológico e busca autossatisfação imediata, usando outras pessoas em benefício de sua autovalorização. Buscam também, constamente a satisfação, mas experimentam sentimentos crônicos de vazio interior e isolamento. É como se tivesse fome de estímulos, uma necessidade de estimulação permanente, talvez para aliviar a sensação difusa de falta de sentido da vida… – O narcisismo está bastante ligado às psicopatias… a satisfação de si a qualquer custo!
Bem, sem diagnósticos, porém quero chegar no seguinte ponto… Não subestimemos nossos sentimentos, quando vemos que há algo errado conosco!
Existem casos e casos, leves, severos, moderados, graves… porém, os manuais de auto-ajuda estão a venda por aí, nas prateleiras das lojas, supermercados, páginas da internet, isso posto até existe os ‘manuais indispensáveis’ para que as pessoas resolvam sozinhas seus problemas… ou atribuam tudo a Deus sem saber ao certo os porquês de seus ‘sintomas’. Acredito que seja válido para alguém que tenha certo equilibrio em suas questões internas, fica um livro otimista, mas pessoas que possuem um grau elevado, uma predisposição à alguma patologia consumindo esses livros pode chegar a um consenso de não buscar ajuda profissional… Apenas um ponto de vista, que haja visto, não é verdade absoluta, mas apenas uma reflexão na observação inúmeros casos de pessoas que ‘fogem’ da necessidade de procurar ajuda… É tempo de se cuidar… o mundo anda extremamente individualista… O cuidado para cada detalhe de nossa vida, importa para a saúde, bem estar fisico e mental… Tomemos cuidado quando as coisas acabam por vir ‘fácil demais’…
novembro 8th, 2009 at 12:41 am
pois é karla as vezes se tem certeza sobre alguns sentimentos em nossa vida e depois essas certezas mudam e vc fica a pensar o que vai fazer.
abraços!!
novembro 8th, 2009 at 10:54 pm
Viajei quando li seu post…convivi com alguém assim…e o pior é que a família dela achava tudo “normal”, atitudes cruéis eram encaradas com naturalidade e livros de auto ajuda faziam parte de sua vida…a coisa cresceu, cresceu…foi triste…
Por tudo ser visto como mera normalidade a patologia cresceu ao ponto do suicídio…lamentável que só depois de seu falecimento a família admitiu a patologia…e então cogitaram a possibilidade de terem buscado ajuda de profissionais…
Triste!
novembro 10th, 2009 at 11:12 pm
Pois é, Ana… Fico intensamente triste quando leio algo assim! Lamentavel, por inúmeras vezes, grande parte das pessoas acreditarem que ajuda psicologica, psiquiátrica, enfim… “é coisa pra loucos”… Sem saber aonde pode dar essa frase… Esse caso que vc cita em veracidade, espero que que possa ajudar muitas pessoas a não agirem assim, com pré-conceito, por falta de informação. Há uma linha tênue entre o normal e o patológico… É preciso cuidar! Obrigada por escrever, tenha fé que ajuda muito aos que aqui passam…
novembro 11th, 2009 at 11:43 pm
Ainda ontem ouvi uma versão dessa fábula em uma palestra sobre Ética e Responsabilidade Social:
no entanto, o encontro ocorria entre o escorpião e um monge, que tentava salvar o animal-inumano do afogamento no rio, sendo repetidamente picado. Riu-se do animal-humano um outro bicho que presenciava a cena.
Questionado do porquê da picada, o escorpião de ambas as fábulas se des-responsabiliza por sua “natureza.”
Questionado do porquê do auxílio repetido, o monge-animal-humano-espiritual responde:
“Porque é da minha natureza ajudar”.
Acredito que sim!, que na maioria das vezes podemos fazer essa escolha pelo bem, já que aptos pela razão e pelo amor, podemos fazer essa escolha por uma vivência ética.
Como vc disse acima, existem “casos” e “casos”.
Daí a necessidade de profissionais capacitados que possam “averiguar” o limite dessa tênue linha entre normalidade e patologia.
Quanto aos manuais de auto-ajuda… tb os acho insuficientes, porque prescindem de algo essencial: o ENCONTRO realístico/verdadeiro entre duas (ou mais) pessoas.
Na escrita de outrem nos encontramos, sim!
Mas é no encontro REAL que nós SOMOS e nos TRANSFORMAMOS, de fato.
Um bjo, Karla.
novembro 11th, 2009 at 11:45 pm
PS:
Bem…
talvez oo caso do escorpião-animal-inumano não seja caso de “des-responsabilidade”.
No caso humano, muitas vezes (a maioria, acredito), o é.
novembro 12th, 2009 at 11:47 pm
Perfeito, Talita…
O ENCONTRO, a interação.. o fato de EstarCom, que tantos preferem telas geladas, manuais de indivualidades…
Mundo imediato, globalizado…
É preciso atentar para a percepção de si e de outrem!
novembro 17th, 2009 at 11:48 am
Só resumindo, o marido da minha tia conseguiu, de forma bem sutil e maquiavélica, fazer tudo que o satisfizesse primeiramente… está “tomando de canudinho” a aposentadoria dela… comprar”am” uma casa no litoral afim de que nós, da família, fiquemos bem longe deles, assim, ele pode dar o golpe mais sossegado… e por aí vai (a propósito, ele é de escoprião, coincidentemente, mas sabemos que isso é ilustrativo).
Sempre vejo como as pessoas praticam a maldade de forma tranquila, como se elas estivessem tomado um suco refrescante no calor… E dentre os motivos, vemos alguns os quais elas justificam seus desatinos: fome, egocentrismo, poder, $, justiça… Isso quando não olham nos nossos olhos e dizem: “Mas o que que eu fiz de errado?”, ou pior, “Você acha que sou maldoso?”
Desde que me interesso pelas áreas que envolvem a mente, o comportamento…, observei em filmes (A Mão Que Balança o Berço; Violência Gratuita; Seven; Silêncio Dos Inocentes…) e em pessoas do meu convívio, o quão são curiosos tais comportamentos. Muitas das que conheci aparentam sensibilidade, doçura, solidariedade, ingenuidade, ternura. Creio que isso sirva pra dar o bote mais facilmente. Apesar de que alguns acabam sucumbindo e deixando transparecer a impaciência, ira e mau humor à toa, infantilidade, mesquinhez, vulnerabilidade, dramatização com coisas fortuitas, frieza… Já conheceu alguém assim? Alguns são meticulosos, com inteligência acima da média e inconsequentes, também.
Todo eles me fazem indagar: “Meu Deus, será que tem algo assim dentro de mim?, Será que algum dia desencadearei esse tipo de ‘patologia’? Quem mais ao meu redor é assim? Corro perigo?” Ai ai ai, viu?
Claro, temos que nos policiar diariamente, pois temos nossas fraquezas, defeitos de caráter e algo que não gostam em nós, portanto, criticar e julgar as pessoas, como se fôssemos os mais normais da face da Terra é tão doente e insano quanto aqueles os quais estamos nos referindo, certo? Parabéns pela pauta, Karla!
novembro 30th, 2009 at 6:34 pm
Todo homem é bom?
Esses dias dei uma olhadinha nuns artigos sobre Carl Rogers.Pra fazer um trabalho na facul…
Uma frase do texto me chamou bastante atenção e qd li, lembrei imediatamente desse artigo…
Lá dizia que Rogers concebia o ser humano como fundamentalmente bom…
Não tenho certeza se concordo ou discordo,pra isso eu teria que ler mais sobre…
Mas penso em quantas vezes pensei como ele…penso como ele…
Às vezes realmente penso que o mundo é cor de rosa e que todas as pessoas são gentis e bondosas.
Costumo confiar muito nas pessoas,talvez confiar demais.
Sei que ninguém tem UNICAMENTE o BEM dentro de si e concordo que ser bom ou não é uma questão de escolha…(Exceto no caso das psicopatologias, já comentadas; mas prefiro nem ousar me deter nesse assunto pra não passar vergonha aqui…rss)
Não sei se sou positiva demais,mas ainda prefiro acreditar no bem…
Ainda…