Reencanto…
Autor: Karla Fioravante | janeiro 23, 2010
Hoje amanheci ouvindo o silêncio… Em alguns momentos uns pingos de chuva na janela soavam como percussão… Além do meu próprio coração, que anda querendo entender o fundamento deste bater, por hora tão sem hora, eu me encontro olhando as paredes que me cercam… Ressuscitando da noite, nascendo para o dia… Caminho! Abri os olhos e não vejo o mundo tão comumente… Eu mudei.
Talvez eu seja uma constante metamorfose, porém com algumas certezas do que não quero mais.
Os passos lentos nem com tantas expectativas, nem com muitos ao meu lado! O tempo traz a possibilidade do novo e quando nos encontramos com ele, ficamos como se fossemos crianças buscando aquele brinquedo que se perdeu na bagunça! Resgatando nosso antigo e novo eu.
Voltamos para quando olhamos as situações como uma folha em branco. Algo a escrever…
Fecham-se alguns ciclos, sem que eu mesma não os quisesse fechar. Porém, naturalmente se fecham para outros se abrirem… Provando a possibilidade do céu, do reencanto… E o novo tem esse gosto através da intensidade.
… Busco paz sem ser um clichê!
Aberta a reconquistas…. e ao eterno conquistar!
Brasília 23/01/2010
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Quando uma amizade
Autor: Karla Fioravante | janeiro 10, 2010
Talvez eu esteja nova o suficiente para não definir até onde a empatia, ou um sentimento além das palavras pode transformar duas vidas! Velha suficiente para saber que amigos verdadeiros são para sempre. Não tenho todas as respostas, quisera que alguém as tivesse… Mas, há de se compreender que o amor, a virtude, o bem que temos por alguém, faz de nós seres humanos melhores, prontos a doar a se compadecer, sinônimo de cumplicidade… Aí está a grande sacada de viver: Compartilhar!
Sorriso de amigo nos atinge a alma, faz a luz tomar conta do nosso universo…
São pessoas que se aproximam, permitem se conhecer… Deixam ser amadas! Amar!… E bem dizia Vinícius de Moraes: “Eu poderia suportar, embora não sem dor, que morressem todos os meus amores. Mas, enlouqueceria se morressem todos os meus amigos…”
… Saudade de amigo é dor sem fronteiras! Não ouso tentar traduzir uma distância, ou apenas o olhar no reencontro!
Há um diálogo que transcende o nosso eu, um abraço que supera a dor mais doída! Um colo que acolhe quando tudo é escuro!
Colo de amigo é eternidade!…
Perdoam-se os nossos erros, falhas, inseguranças… Que nossos extremos sejam perdoados, deixemos os conceitos, lutemos para sermos apenas essência de nós que por vezes é mascarada pelos comuns incessantes de um lamurio sem contexto. Lancemo-nos ao suposto amor maior, sonhemos com os incertos! Sejamos, pois, objetivos e subjetivos no mundo dos silêncios… Quem poderá então compreender, a não ser eu, a não ser você?!
Essência de amigo é caminho em curvas onde nunca estamos sozinhos!…
Lançar-se é gesto de coragem! Que tenhamos então a coragem de errar, que seja então, hoje, amanhã, mas, nunca passageiro. Dentro de um tempo atemporal. Sonhar sem banir os sonhos! Conscientes de que presença no tempo é espaço! Espaço tal que tem soberania, escolha, atitude!…
Olhar de amigo é um sonho de realidade!…
Que os nossos sonhos sejam contados quando nossos corações questionarem os porquês das nossas duvidas e existência… E quando a saudade é ponto sem partida, nosso chão se vai à tristeza da incerteza do permanecer…
Amor de amigo é impar, num universo de pares!…
Seja qual forem as etapas de nossas histórias, envelheceremos com a certeza de que a intensidade dos momentos faz de nós pessoas eternas! Inesquecível se faz o momento em que temos a capacidade de nos abrir para o outro e mostrar algo que os números encobriram!
Não há o que questionar quando uma amizade existe… Apenas vive-la!
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Eu gosto…
Autor: Karla Fioravante | janeiro 4, 2010
“Gosto de simplicidade, mas sou do complexo!
Gosto de pessoas interessantes, que tenham história e que queiram partilhar…
Gosto de gente autentica que me olha nos olhos, que tem a capacidade de ser humano, livre, sem máscaras….
Gosto de ser inteira, não fragmentos. Gosto de ser, não de estar…
Gosto de poesia, música, cheiros… Mas, na medida certa. Tudo em demasia me enjoa…
Gosto de ser buscada, mas não perseguida, rodeada, sondada…
Gosto de surpresas, mas em sua medida…
Gosto da intensidade, sobretudo porque motiva, dá cor, ânimo…
Gosto de perceber, sentir…. Guardar, recordar….
Gosto de ser forte, principalmente quando posso ser fraca sem julgamentos…Afinal, quem nunca foi fraca(o)?
Gosto de diálogos, principalmente quando são inteligentes… Verdadeiros!
Não quero falsidade, diplomacia, boa vizinhança, acordos sem brilho nos olhos…
Não gosto dos rótulos, dos pré-conceitos, eles tiram o natural… Mudam o foco! Mascaram…
Não gosto de covardes, são pessoas que não conseguem assumir o que dizem, muito menos o que fazem…
Não gosto de cobranças, de exigências, de radicalismos… Isso é agressão, violência…
Não gosto de pressão… Relações são conquistas! No banco se pagam contas, as relações são livres!
Não gosto dos excessos, dos extremos, dos fúteis…de verborragias…
Não quero palavras bonitas sem atitudes concretas de beleza… O belo é fato, mesmo sendo relativo.
Não quero poesias apenas por diplomacia… quero ver o além…. os atos…
Não gosto de injustiças, se o oposto existe porque optar pelo erro?
Não quero multidão, quero fidelidade…
Não quero fama, quero marcas…
Não gosto de interesse, eles passam. Quero eternidade….
Não quero ser o centro… já existo e isto basta! Meus passos farão a diferença…”
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Vale pensar….
Autor: Karla Fioravante | janeiro 3, 2010
Quando algo/alguém nos ocupa muito tempo… Quando ficamos demais no mesmo lugar…. ou quando algo ou alguém se torna extremamente necessário a ponto de fazer com que nosso pensamento fique 24h ligado… É preciso mudar a rota. É preciso reconstruir um espaço…. pois, é muito tempo para se ocupar da mesma coisa! Atentemos para as compensações…
Isso passa a ser por ‘n’ coisas em nossa vida…
Temos o costume de de fixar em determinadas coisas, situações e pessoas… É preciso riorizar o tempo… Valorizar os arredores, os detalhes, os contrastes… as outras cores, outros espaços… outros outros…
Modismos ajudam até a integrar… a resgatar laços! Mas, só o essencial fica… Só o que perdura!
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Oxímoro…
Autor: Karla Fioravante | dezembro 30, 2009
A ambivalência… O contraditório! Somos um emaranhado de contrários… Ora, amamos… ora, não sabemos mais! Um dia sol, outro tempestade! Um dia braços, outros abraços! O que nos distingue de tantos outros seres vivos… O afeto! Que por tantas vezes não exteriorizamos, ou tememos vivê-lo! Os laços que tanto desejamos e não pagamos o preço para vivenciá-los! O escuro claro de nós mesmos… As contradições de nossos sins e nãos. Um sim que diz não… Um não que quer dizer sim! E o tempo vai passando, e vamos envelhecendo nossas afirmações que ao chegar a certo ponto questionaremos! É possível passar a vida inteira afirmando algo que nunca questionou! Há tantos possíveis…
Andando pelas ruas da minha infância, vi que algumas coisas nunca mudaram! Outras o ângulo mudou a passos dados na intensidade de outros caminhos… Natural? Sim… A gente cresce e os muros do colégio vão ficando menores. Alguns anos antes o víamos como imensos e intransponíveis… Hoje alguns nos parecem fáceis de ultrapassar! Outros os erguemos mais alto do que pudéssemos saltar. Os muros são do tamanho da nossa capacidade de saltá-los. Construímos alguns na altura de nosso desejo de ir além. E colocamos um nome de justificativas se não queremos saltá-los. E assim, respondemos as contradições de nossa vida com respostas superficiais tais qual o tamanho dos nossos muros! Acomodar com as situações é nossa maior fuga… É ter para onde ir! Local de conforto, voltar!
Não ando lendo livros de respostas… Aliás, acredito que nunca os busquei. Em certo ponto minha mente encontra-se vazia de conceitos! Porém, eles estão impregnados… E, por vezes me vejo vivendo as contradições. Afirmando naturalmente e parecendo um robô ensinado a repetir frases… Salve a consciência! Basta esse tipo de vivência! Não admito mais inverdades de alma! Não na/da minha… Já mentimos tanto permanecendo inerte a algumas situações. Ver notícias na TV e continuar sentada esperando a novela das 21h já é parte do conformismo da sociedade. Tá bom… Quem vai levantar e mudar? Melhor sentar num grupo de pessoas e falar como se fosse um desabafo por estar conformada! Que liberdade é essa?
Algumas pessoas nos passam uma instigante vontade de ir além, e outras um intenso medo… Avante! Ah, não! Ou não?! Oxímoros!
Ouvi pela primeira vez tal palavra no curso de pós-graduação! Como passei a vida inteira vivendo tal palavra sem saber seu nome e significado!? Técnicas… A gente vai aprendendo as técnicas das palavras para se tornarem respostas! Impressionante… Será que vai dar em algum lugar? – Sentemo-nos em nossas cadeiras e permaneçamos em nossa zona de conforto! Ou tenhamos a coragem de mudar os rumos daquilo que não nos conforma.
O ser humano é um desafio! Um emaranhado de palavras (outros não), talvez aqueles que busco no meu interior! Espelho de mim?… Será que busco apenas palavras? Não… As pessoas se revelam, já citei isso… Revelo-me também, mas… Poucos querem me ver! Melhor continuar sentados (as) à frente da TV, é mais bonito, os dentes são brancos, roupas limpas e novas! Vamos sorrir, então!…
Hora dos comerciais! [...]
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Por uma humanização
Autor: Karla Fioravante | dezembro 10, 2009
Vejo aqui um espaço em que posso transpirar. Um espaço que me cabe… Em que posso desabafar sobre algumas coisas que ficam entaladas. Então, vamos lá. Além de uma verbalização, creio também que muitas pessoas já vivenciaram isso, algo que certamente não é novo, e o novo deveria sim, ser diferente da realidade vista.
Sou da área da Saúde, faço agora o meu terceiro curso de especialização nesta categoria, talvez possa me permitir a fazer alguns comentários sobre o que trago hoje…
Quando somos estudantes lidamos com casos clínicos, observamos atentamente seus detalhes, antecedentes, etc… Somos “treinados” a ver nesses detalhes possibilidades de transformação, ajuda.
O que muito me surpreende é quando somos pacientes/”reféns”, quando a vida inverte as relações, os papéis, e vemos o outro lado da ‘coisa’.
Não é de hoje que escrevo sobre o cotidiano, sou das vias onde todos passam, todos usam… Sou individuo, gente… E, gostaria muito de ser tratada como tal, mas não é muito desta forma que as coisas funcionam em algumas situações.
Nesta semana passei por uma intercorrência com meu pai. O mesmo precisou ser internado às pressas na Unidade de Terapia Intensiva, de um hospital no qual pagamos plano de saúde há mais de 15 anos e já ficou internado em outras ocasiões.
Fico atônita com o tratamento dos meus ‘colegas’ de área. Claro que não posso generalizar, de umas sessenta pessoas que trabalham num ambiente como esse umas três ou quatro, no máximo, conversam com a gente. A grande maioria já está acostumada com aquele sofrimento e desespero. Todos os dias entram pessoas doentes ali, e os acompanhantes, familiares etc, estão em prantos, desesperados… Mas, os profissionais já não mais se comovem, procuram não olhar para a gente com medo de serem solicitados. E, assim se segue tal ‘atenção’ principalmente para com o paciente…
Quando precisam de alguma informação, é muito rápido, pois o “lucro” não é ficar ouvindo o paciente ou o seu acompanhante. Então, precisa ser muito rápido. A conduta é feita, e dificilmente informada ao paciente. Ninguém olha nos olhos, apenas trabalham e deu o horário de sair: fim do expediente. Troca-se a equipe.
É… Faz parte do dia-a-dia de médicos, enfermeiros, técnicos, etc, etc, etc… Horário de visita, somem, é o horário de sumirem!
Humanização, sim… Da própria equipe para que haja humanização no tratamento junto ao paciente.
Não estou aqui falando de planos de Saúde top, onde existe hotelaria cinco estrelas, onde se ganha e se paga muito bem por essa ‘humanização’. Eu estou falando da realidade do povo Brasileiro. Que em grande quantidade depende do SUS, e alguns planos de saúde que, diga-se de passagem, são bem mais caros do que o valor do Salário Mínimo. Convenhamos, grande parte da população é pobre.
É um ambiente restrito esses tais Hospitais ‘humanizados’.
Hoje fui fazer a terceira visita na UTI… Havia um médico [de costas], fazendo suas prescrições diárias, que sequer levantou os olhos para os que ali adentravam. Uma agulha colocada errada no braço do paciente ao lado fazia com que o medicamento estivesse sendo aplicado na pele e não na veia (como deveria). Depois de algumas chamadas aos funcionários, o acompanhante foi ouvido e a solícita enfermeira resolveu puncionar outra veia. Pequeno fato, diante de tantos que não estão aos nossos olhos.
Pensei: Estou há seis anos falando de humanização na saúde mental… A luta para inclusão social dos pacientes psiquiátricos, aderindo à Reforma Psiquiátrica, trabalhando em CAPS, tentando dialogar com as equipes multidisciplinares, abstraindo conteúdos para um melhor tratando do paciente… E percebo, falta tanto… Falta muito! Não só em uma área especifica da medicina, mas na totalidade da Saúde no Brasil.
Lidar com o sofrimento alheio não pode se tornar mecânico, ato de obrigação, descaso…
É triste ver a historia da novela das 20h da Rede Globo… Mostra a difícil realidade uma jovem rica que ficou tetraplégica. Quantas verdades estão ali, e quantas irrealidades começando pelo ambiente luxuoso e todas as possibilidades que ela tem, ou não, por estar bem atendida.
Observemos, pois, o que nos informa de bom esse quadro, pois o ambiente hospitalar, é bem irreal, ou real para determinadas classes.
Para finalizar, repito: Não estou generalizando. Graças a Deus existem muitos profissionais que se importam… Apenas apontando que existe essa realidade fria nesses ambientes. E que por mais que seja difícil a situação deve começar de nós, profissionais da saúde, tratar as pessoas como gente. Ninguém está em hospital porque gosta de passear em PS e ficar internado. É um ambiente que espera humanidade real de nossa parte. Não caiamos no comodismo, na inércia, ou na apatia. Cuidemos do outro, pois é isso que nos propomos:doar-mo-nos pelo ser humano em nossa profissão.
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Orkut
Autor: Karla Fioravante | novembro 28, 2009
Olá pessoas lindas…
Venho hoje por um motivo um tanto quanto desagradavel… Estão usando meu nome em um perfil no site de relacionamento: ORKUT. O que muito me preocupa é que tal pessoa responde em meu nome, como se fosse eu! Porém, adianto a vocês que não tenho perfil no orkut. Esse perfil é falso e deve ser denunciado! Estou deixando o link abaixo para que vocês me ajudem a denunciar quem tem feito isso.
Não sei das intenções dessa pessoa, e desconheço quem seja e os motivos pelos quais a levaram ou o levaram a fazer isso. A principio estou utilizando uma maneira educada e cristã para denunciar esse uso do meu nome, no entanto, se tal pessoa não deletar o perfil, posso recorrer a outros meios que talvez não sejam tão agradaveis…
Peço que me ajudem a denunciar o perfil:
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=390765613540370451
Com muito apreço, agradeço!
Karla Fioravante
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Janelas…
Autor: Karla Fioravante | novembro 12, 2009
Por tantas vezes eu quis fechar de vez aquela porta… O barulho lá fora estava ensurdecedor… Tapava os ouvidos! E o meu barulho interno me ensurdecia. Na incapacidade de fechá-la: Abri.
Eu tentei fugir, fiz que não via, que não ouvia! Mas, morria por dentro… Uma morte em vida, que não há como mensurar em silêncio.
Procurei novamente por barulhos…
O que acontece? Será que os barulhos pertencem a minha incapacidade de fazer silêncio? – Preciso fechar os olhos, pois aqueles detalhes do entreaberto me chamavam a voltar. A abrir a porta e seguir…
Eu não quero voltar, quero ficar às escuras como se a promessa do tempo fosse apagar as luzes. E eu as cumpriria como se aquilo fosse a verdade absoluta de mim…
Entre sons e silêncios! As portas do meu mundo ora se fecham, ora se abrem…
Talvez eu prefira as portas fechadas, as ausências, as partidas, os cinzas… Porque não suporto a certeza do hoje, sabendo que o amanhã não me permitirá que alguns permaneçam…
A vida é parto, partida… Saída para…
Não sei se conseguirei fechar de uma vez a porta e permanecer no silêncio e no escuro. Então, vou deixando as frestas… Mas, a maior parte a porta se mantém fechada…
Não entre sem bater!
As janelas da frente são de vidro, quebradiços. Fico invisível aos que passam… Olham-me se me ver, escutam-me sem ouvir…
Meus olhos ainda insistem em olhar… Em perceber! Que busca é essa que nunca finda?
(…) Ouvi um barulho além de mim, cujo som soou como fechadura… Apagaram as luzes, fecharam a porta…
E eu…
Fiquei aqui, de fora…
- Entre! As janelas são transparentes…
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Por que a maldade?
Autor: Karla Fioravante | novembro 6, 2009
O escorpião aproximou-se do sapo que estava à beira do rio.
Como não sabia nadar, pediu uma carona para chegar à outra margem…
Desconfiado, o sapo respondeu: “Ora, escorpião, só se eu fosse tolo demais! Você é traiçoeiro, vai me picar, soltar seu veneno e eu vou morrer”.
Mesmo assim o escorpião insistiu, com o argumento lógico de que se picasse o sapo, ambos morreriam. Com promessas de que poderia ficar tranquilo, o sapo cedeu… Acomodou o escorpião em suas costas e começou a nadar…
Ao fim da travessia, o escorpião cravou o seu ferrão mortal no sapo e saltou ileso em terra firme…
Atingido pelo veneno e já começando a afundar, o sapo desesperado quis saber o porquê de tamanha crueldade. E o escorpião respondeu friamente: - Porque essa é a minha natureza!
Extraído da Revista Mente & Cerebro do mês de Novembro/2009————————————
Neste mês a revista aborda sobre a Psicopatia… Interessante a matéria! A psicopatia é vista com a doença da maldade! Um ser humano que tem a capacidade de fazer mal, sem culpa alguma… Sem sentimento, emoção… Como vemos inúmeros casos na sociedade…
http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/o_que_e_um_psicopata__imprimir.html
Nem todas as pessoas que cometem maldades são psicopatas, porém… fazer o mal quando se tem consciencia do bem, é ter a percepção e o sentimento daquilo que se faz contra o outro. A maldade cometida com consciência é a pior delas…
Temos a possibilidade de escolher o bem, de fazer o bem… de Ser/Com…
Há sentimentos muito negativos que acometem os seres conscientes… a inveja, a corrupção, a mentira, mesquinhez, o egoísmo, entre outras/os tantas (os)…
Diz um ditado americano: Antes de julgar alguém, calce suas sandálias e caminhe uma milha…
Julgamento de valor, preconceitos, e tantos outros que conscientemente denigrem a imagem do ser humano são atitudes negativas para com o outro…
Fazemos parte de uma sociedade onde sabemos ‘a coisa certa a fazer’… se fazemos o oposto é porque algo não anda bem conosco… Temos um senso moral que nos delimita entre o bem e o mal…
Questiono os manuais de auto-ajuda, no entanto, escolher o bem, é sempre a melhor opção…
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Pai, eu lembro…
Autor: Karla Fioravante | novembro 1, 2009
Lembra aquela vez que a gente sentou na varanda de casa e fomos contar as estrelinhas e você me disse que ia me dar uma? … Eu lembro Pai… Nossa casa era de tábua, o chão era vermelho, mas brilhava… A cadeira que a gente estava eram aquelas de fios multicores… Eu lembro Pai…
Lembra que a gente ficava diante do espelho e você me perguntava: Quem é branco? E eu respondia: Eu!!! E você com sua pele mais escura, perguntava – E quem é negro? E eu quando estava conhecendo as cores respondia: Você! – O espelhinho era pequeno, mas a sua presença era grande! Eu lembro Pai!…
Lembra aquela música que você cantava quando a gente se sentava no sofá abraçadinho? - Minha florzinha… De abacate - Ô coisinha tão bonitinha do Pai… E a música era só isso, mas o seu timbre eu guardo até hoje, inconfundível… (suspiro) Eu lembro Pai..
Aos domingos eu corria pra sua cama de manhã e dormia no meio entre você e a mãe. O dia amanhecia quieto. A mãe se levantava e a gente ficava: 1, 2, 3 e… (Umas 30 vezes até a gente conseguir se levantar!) A nossa brincadeira era ficar brincando de levantar… Lembra Pai?
Quando eu aprendi a tocar violão, você lembra a música que a gente cantava? - Meu Ipê floridooooooooooooooo, junto à minha sela… Hoje tem altura da minha janela! – Eu “tirava” todas as musicas que você gostava, para aos domingos a gente cantar juntos. Eu lembro Pai!…
Lembra aos finais de semana, quando seus amigos (que hoje estão tão longe de você) iam nos visitar! Você os fazia rir… Imitava vários personagens… (risos). Como eu me pareço com você! Herdei seu humor, suas “tiradas” engraçadas… Como eu me lembro Pai!
O tempo passou! Eu cresci… Fui viajar, cantar… E você continua sendo meu “neném”, “meu preto”, “meu menininho”! Ah, Pai… Como eu sinto saudades de ser criança só para você brincar comigo! Daria a vida por ti e como foi dolorido te ver adoecer! Eu viraria o mundo para que você ficasse vivo! Você homem forte, venceu! Eu não me esqueço, Pai, nunca! De nada… E de tudo que seu carinho me fez ser!
Hoje você é calado, nem sei ao certo o que se passa dentro de sua alma!
Sabe, quando a gente cresce percebemos que os pais são frágeis, mas nunca deixam de ser nossos heróis. E, eu sei, independente do tempo, que você nunca vai deixar de ser meu herói.
Nunca esqueça Pai, você pra mim é sempre, é dia-a-dia, é saudade mesmo presente, é falta quando passo dias fora de casa e você está me esperando sempre no portão…
Lembra Pai? Você me prometeu que sempre me esperaria… Eu volto Pai… Eu volto!
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