PENSANDO….

Cheguei à Universidade hoje pela manhã as escadas rolantes estavam todas desligadas… e os elevadores lotados!

Grande parte das pessoas não pensam em escalar montanhas, mas sim, chegar ao pico sem atravessar as dificuldades do caminho…

Só sabe as dores de quem pisou cada degrau de uma escada e conquistou o alto, quem tem coragem de ir além das fraquezas e do comodismo…

Os que vão direto ao pico, subindo de elevadores, não sabem as dores e os sabores das árduas conquistas…

Ainda prefiro subir as escadas!

 

 

SÉPIA….

Um certo dia percebemos que algumas pessoas apenas cruzam nossa vida para deixar algo que para sempre as lembrarão…
Olhando antigas fotografias retornamos a tantas histórias, passeamos por tantos momentos, choramos ao ver quantas e tantas pessoas já não mais estão próximas…
Em algum lugar elas estão, algumas na eternidade… algumas apenas em outros estados, países… ou ao nosso redor, ao nosso lado e nós envoltos na rotina, deixamos o comum tomar conta…
Quisera eu ter sabedoria para entender o porque as pessoas partem, algumas ficaram um tempo muito curto para um coração humano, pois quando amamos, gostaríamos que fosse eternamente recíproco e que fossemos lembrados da mesma maneira que lembramos… Ah, tantas vezes, tantas vozes, notamos tão tarde!…. Passou!…
Mudamos nós, mudam os outros, mudam-se os anos… o tempo, mudamos os olhares, avistamos ou não enxergamos, vamos caminhando e nos damos a conhecer por outras pessoas…
Mesmo tímida, por vezes, nossa mente vai se abrindo àquilo que inicialmente nos é novo, estranho…
Das lembranças… ficam aqueles momentos que não voltam, aquele abraço que em certa ocasião foi o melhor do mundo… Aquele gesto que uniu para sempre as vidas que hoje são separadas… Tudo passa rápido demais…
Algo além se eterniza nos instantes breves da vida… A voz! Quando alguém canta junto, não há tempo que apague, não há distância que não aproxime, não há magoa que permaneça…
Sons e fotos, cheiros, sabores!
Os rostos mudam, as marcam ficam… Já não olhamos mais a vida com os olhos de 15 anos atrás… somos a mesma essência, talvez um pouco mais calejados com as frustrações, decepções que sofremos no decorrer da nossa história… Armados com o mundo que nos machuca, prontos a não sofrer os mesmos erros…
As fotos vão ficando sépias… Já não mais visualizamos os traços que outrora sabíamos em detalhes… Os cabelos vão mudando de formato, o corpo vai caminhando por outros caminhos… vamos mudando as direções!… Vamos direcionando os caminhos….
Já nem sei mais se saberia descrever aqueles momentos que eram tão significativos, os anos vão apagando… Por vezes os olhos vão se cansando… Vamos acumulando em nossa mente outras situações, outras pessoas, outros momentos… Ciclos… idas… vindas….
Talvez quando as coisas comecem em nossa vida, nosso interior também comece a sonhar novamente, outros sonhos… outros saltos, outros objetivos… O momento e o movimento da vida de cada um…
Só sei que não consigo esquecer algumas pessoas que já se esqueceram de mim… Sei que não as cobro por esquecerem os momentos que guardei, mas também sei que esqueci tantas que se lembram de mim, e tantos momentos que tantas pessoas guardam que eu possa ter me esquecido…
O que nos faz humanos é a capacidade de nos doarmos em um momento eterno e sermos presentes de alguma maneira onde não mais estamos…
Não conheço os lugares por onde não passei, mas já pisei muito chão… Já deixei alguma coisa em algum momento para alguém! Eis a missão de sermos vivos, o que deixamos nas pessoas… as nossas impressões, nosso jeito único de ser, de olhar, de andar… o cheiro, as manias… as chatices… as irritações… as palavras, os atos, os gestos… Isso volta e meia alguém nos faz lembrar, nos alerta para a saudade… a vontade de voltar àquele instante que não existe mais…
Há situações que as nuvens já invadem, tudo vai ficando em neblina… Aquela dor já não dói tanto, aquela saudade já está em seu lugar novamente para ser despertada quando for um reencontro… as intensidades vão se canalizando e tomando outras direções… O movimento, o vento…
Não sei por que alguns sorrisos se perdem, por que guardamos das pessoas aqueles momentos que nos feriram… Há uma foto guardada em minh’alma naquele instante em que sorrimos juntos, e é isso que eu levo para a eternidade dos meus dias…
O tempo, ah… nem o tempo sabe… talvez o tempo seja uma invenção humana, assim como é o relógio, onde fomos ensinados a olhar a hora… e ela sempre passa quando gostaríamos que ela parasse…
Em nossa memória a alma mantém viva algumas pessoas… mesmo que se passem 20 anos… a foto é colorida aos nossos olhos, há sentimentos que não mudam, apenas aquietam para que possamos seguir em frente… Nas idas e voltas da vida há perguntas sem respostas, e ninguém sabe o momento em que de repente voltemos a viver aquilo que guardamos em nós, talvez nunca… talvez diferente… (suspiro)…. Continuemos a caminhar, levando em consideração que podemos levar e deixar sempre algo para ser lembrado, nossa verdadeira e autêntica forma de ser verdadeiramente nós mesmos…

 

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AMOR À VERDADE

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Uma mulher aparentando uns 27 anos, toca a campainha da casa de Dra. Fátima… Ela vai até o portão principal e a mulher com olhos de verdade diz: Perdão incomodá-la… Preciso de um trabalho, sou empregada domestica, limpa, honesta… darei o meu melhor se a senhora me confiar um trabalho…O que meu marido ganha não é suficiente… Não sou má pessoa, vim de muito longe! Me conceda tal chance…

Dra. Fátima por algum motivo sentiu segurança nas palavras dela… Estendeu-lhe a mão, disse para começar no dia seguinte…

Antes do horário marcado estava pronta a trabalhar… Dra. Fátima deixou escrito em um bilhete as compras que Silvia deveria fazer naquele dia…

A empregada limpou a casa, lavou, passou… Trabalhou de forma árdua! Fez tudo como fazia em todas as casas que já havia trabalhado…

No fim do dia pegou seu dinheiro para o transporte dentro da bolsa surrada e foi embora. Olhava para as cores de cada ônibus, ou pedia alguma informação para entrar no ônibus certo… (…)

Dra. Fátima ao chegar notou a casa limpa, roupas lavadas, passadas… Ambiente brilhando, porém nada do que tinha escrito naquele bilhete foi feito!

No outro dia pela manhã Dra Fátima diz: Silvia, gostei muito do seu trabalho, parabéns! Deixei um bilhete com algumas compras, mas vc não foi ao supermercado… Por que?!

Timidamente, Silvia responde: Desculpe, Dra… tive trabalho demais pela casa, não tive tempo… Irei hoje!

Ao sair para o trabalho Dra Fátima agradeceu e se foi… Silvia ficou aflita… Pegou um carrinho que estava na dispensa e seguiu para o supermercado…

Fez as compras como fazia em outras casas que havia trabalhado… As mesmas cores, os mesmos cheiros… as mesmas associações… Incerta, voltou para seu trabalho!

No outro dia, Dra. Fátima nada disse, apenas lhe pediu para lavar a banheira que estava suja…

Silvia consentiu…

Abriu o armário da cozinha e viu aquele frasco claro, com aquele conteúdo amarelo e foi lavar a banheira…

Não entendia o porque ficava tão engordurada a banheira após aplicar o liquido daquele frasco… o cheiro era diferente… Demorou horas lavando aquele local! Ficou estranho, sujo… mal cheiroso….

Naquele dia esperou Dra. Fátima chegar… Mostrou a banheira daquela forma e abaixou a cabeça!

Dra Fátima pergunta:

- Silvia o que houve com a banheira? Está toda engordurada… Cheiro forte…

Ainda cabisbaixa: - Não sei o que houve, peguei o detergente em baixo da pia… e ficou assim!

- Mostre-me qual detergente… – Boquiaberta falou a doutora.

Quando Silvia mostrou o frasco com o liquido amarelo, Dra Fátima empalideceu…

- Silvia, isso é azeite!!! Você lavou a banheira com azeite!!!!

Comedida começou a chorar…

- Perdão, Dra… sou analfabeta. Não sei ler, nem escrever… Para pegar o ônibus para cá, várias vezes já peguei o ônibus errado… Hoje mesmo, um garoto agiu de má fé… e disse que deveria pegar um ônibus e fui para o outro extremo da cidade… Por Deus, não me mande embora… 

Houve um momento de pausa e compaixão… Dra. Fátima não acreditava que uma jovem de 27 anos, em uma cidade como São Paulo, conseguiu se virar até hoje… Ao conversar com Silvia, notou que nunca teve dinheiro, pois as compras que fazia era sempre as mesmas que via nas casas das patroas, não sabia olhar preços, fazer cálculos, escolher marcas, não sabia qual era o ônibus que deveria pegar…

A partir disso, uma hora todos os dias, Dra. Fátima sentava-se com Silvia e ensinava a jovem a ler e a escrever! Começou por todos os produtos de limpeza, cozinha, e assim foi… Era inteligente, se surpreendia ao conhecer cada detalhe que lhe era explicado!…

Certo dia pegou o mapa do Brasil e não entendia como ela poderia estar ali, naquele contexto… Não tinha noção de direção que o NE era para cima de SP, e o Sul era para baixo de SP… Detalhes que para tantos e tantos é tão comum…

Reflitamos no valor da educação e dos educadores… (…)

Com o tempo, Silvia começou economizar, entendeu os preços… e, logo começou a freqüentar uma escola e concluiu o primeiro grau!

Bonito e real  o gesto de Fátima, professora universitária, doutora em Psicologia Social… Alguém que fez algo concreto por alguém, entre tantos alguéns em um mundo coletivo, onde o indivíduo não é visto em singularidade…

Ainda é tempo…. o amor é atemporal, a caridade é ato e não apenas palavras!

 

O Brasil tem hoje cerca de 16 milhões de analfabetos. Segundo a pesquisa realizada pelo Ministério da Educação (MEC), metade deste número está concentrada em menos de 10% dos municípios do país. Mesmo não sendo inéditos, os dados do “Mapa do Analfabetismo” são “alarmantes”. Em nosso país existem aproximadamente 16 milhões de pessoas incapazes de ler e escrever pelo menos um bilhete simples. Considerando-se o conceito de “analfabeto funcional”, que inclui as pessoas com menos de quatro séries de estudo concluídas, o número salta para 33 milhões.

 

Flatus Vocis - Sopro de voz

Talvez nada se saiba sobre o que é o eu, ou o que é o nós…  Pois bem, então vivamos o Mantra da Humildade, apenas travando conosco um pensamento de que “não devemos saber tudo sobre a coisa em si, mas temos que ter a nossa própria visão sobre a coisa”. Verdades podem ser plurais! Idéias…. Hipóteses… Pensamentos…. Reflexões… Paremos! (suspiro)… Olhemos…

Num mundo onde tudo era coletivo ser individuo era um desafio… Observar singularidades, definir conflitos internos, passar a acreditar em sentimentos do eu, permitir identificações… etc… Tudo isso foi se moldando através do tempo… Houve lutas para que  pudéssemos ser EU… E ser eu, apenas… atualmente precisa de provas concretas… o Eu precisa ser ciência! Daí voltamos ao conceito naturalista de ser mais um no coletivo… Estranho como as coisas andam!… Ainda bem que ao menos o tempo proporcionou a liberdade de expressão, principalmente na interação com o eu.

Somos seres sociais e isso nos faz individualmente coletivos… coletivos com individualidades! Nos encontramos em alguns lugares como sendo eu… E para que eu possa ser eu, sou interação bio-psico-social, sou interação entre os outros eus ao meu redor…

Não que ser nós é ruim, porém a tantos nós a desatar… Há tantos conflitos no meio ambiente social porque há tantos eus se conflitando! O eu em busca de existir ‘destrói’ outros nós!?

O que sentimos não passa de fenômenos… Ora é processo, ora é distúrbio, ora apenas eu… Cheios de subjetivos e mistérios… que por trás do véu, nada há! Nada é! O máximo semi-vazio…

Descobrindo o Mitsein (ser-com – Heidegger) nos remete ao nós… E não é o plural do Eu?! Ou seria uma pluralidade de eus? Ah, Sartre… já dizia: ser-objeto-Para-outro, neste caso é o Nós, no entanto, no nós sujeito, ninguém é objeto quando nos referirmos a nós, como eu… em primeira pessoa!

Assumamos o papel de Eu, não apenas quando nos convém… Ou seremos apenas atores de nós mesmos.

“Ser é escolher-se”… E somos condenados à nossa própria liberdade…

Confessemos, vivemos no conceito de Berkeley onde ser é ser percebido…

Queremos ser notados, olhados, sentidos, percebidos, tocados…

Passar batido ao outro seria não existir? Para tantos sim, para outros processo, para outros fase… Há quem se importe com o sim e com o não.

 

“Tudo seria muito simples, se eu pertencesse a um mundo cujas significações se revelassem à luz de meus próprios fins. Eu iria dispor as coisas em utensílios ou em complexos de utensílios nos limites da minha própria escolha de mim mesmo; é essa escolha que torna a montanha um obstáculo difícil de ultrapassar ou um ponto de observação da paisagem…” J.P.Sartre…

 

P. S. Reflexões iniciais sobre o Livro: O Ser e o Nada, Jean-Paul Sartre.

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NO COMEÇO É A RELAÇÃO….

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Amizade é: Sentimento FIEL de afeição, simpatia, estima ou ternura entre pessoas que geralmente são ligadas por laços afetivos. Benevolência, bondade…

Sentimento gratuito onde duas pessoas (independente de tempo e espaço) podem ser elas mesmas sem julgamentos de valores, sem pressão, cobranças… Amizade é diferente de relações profissionais! É um desejo não sexual de estar próximo, de dialogar, de poder opinar e receber opiniões (também não é relação terapêutica)… trocar idéias… Sonhar junto… Demonstrar carinho e afeto. Inclui respeito, fidelidade e apreço..

Ser amigo é belo, sublime… Ter amigos é uma dádiva um tanto rara nos dias atuais, onde tudo se banalizou! No hoje, tudo é levado à malícia! Menos… pessoas, menos!…A amizade para os Gregos antigos era uma forma elevada de amor, predominantemente não carnal…

Se tudo for visto como carnal perdeu-se algo no caminho… As pessoas se perdem…. Perdemos algumas pessoas…. Ou a vida não passa de um “Romance” onde sempre alguém tem que morrer? Ora, meus caros… Relação é reciprocidade! Amizade idem…

Talvez… perdemos…. ou nunca “tivemos” um amigo ou AQUELE amigo… Talvez tanta coisa…… tanta…. coisa…….. Grandes pensadores tiveram amigos… Escreveram sobre amizade, pensaram sobre amizade… Elaboraram conceitos, viveram suas amizades. Sofreram algumas perdas (pois só perde quem nunca teve)… Nós… passamos tanto por isso… Muitos vão, poucos ficam…

Será que existe uma regra para ser amigo? Uma receita de como agir ou demonstrar amizade?… Desconheço. Tanto quanto desconheço receitas prontas para o Amor Eros…

Algumas coisas a gente diz nas entrelinhas. Outras a gente deixa de dizer…

Ciclos se encerram. Fechamos algumas portas. [...] Outro tempo… As mágoas passam, (ainda bem) … Deixamos o papel de protagonistas, para sermos coadjuvantes… Se uma amizade acaba ou há uma distância entre amigos sentimos que terminamos cansados, mas, com uma história pra contar! Temos algo a relembrar, há lados positivos a colocar na balança… Foi tão marcante que perdurou até então, porque só perdura o que é, o que não é - passa!… E passa rápido!

Aprendemos com o decorrer dos dias que não existem verdades absolutas… Na grande maioria das vezes, são hipóteses… E por mais difícil que seja, algumas mentiras contamos para nós mesmos… E o pior, acreditamos!… (…)… Aprendemos que não basta ver a casca, é preciso ver a essência… Se acreditamos que temos amigos, então temos que ver além do que ele nos mostra, temos que ver a alma!

Podemos não ter sido o exemplo do amigo perfeito, daqueles que se encontram em livros, ou aqueles com fotos com poses abraçadas… Mas, uma amizade verdadeira permanece fiel… Antes a distância do que a traição a um grande amigo…

 E se um dia morrermos… (eis a nossa certeza) Morreremos sabendo que fomos até fim…

Poderemos ter sido ausentes, poderemos não ter correspondido as melhores expectativas alheias. Poderemos  ter sido cruéis, infantis, birrentos… mas, nunca… em momento algum um amigo nos deixa à beira da estrada, neste caso, ele sempre senta ao nosso lado…

“De todas as coisas que nos oferece a sabedoria para a felicidade de toda a vida, a maior é a aquisição da amizade. Toda a amizade é desejável por si própria, mas inicia-se pela necessidade do que é útil. Não temos tanta necessidade da ajuda dos amigos como de confiança na sua ajuda. A natureza, única para todos os seres, não fez os homens nobres ou ignóbeis, mas sim as suas ações e as disposições de espírito”. (Epicuro)

 

ÍNDICE….

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 Gosto do gosto, dos sabores, das vontades… dos desejos… Conscientes ou inconscientes…

Gosto de simplicidade, mas sou do complexo!

Gosto de pessoas interessantes, que tenham história e que queiram partilhar…

Gosto de gente autentica que me olha nos olhos, que tem a capacidade de ser humano, livre, sem máscaras….

Gosto de ser inteira, não fragmentos. Gosto de ser, não de estar…

Gosto do não dito, mas não do descarado…

Gosto da discrição, não da inconveniência…

Gosto de  ler, escrever, me faz livre… Me faz respirar… Inspirar…

Gosto de buscas, não de comodismo… É preciso ter coragem pra buscar!…

Gosto de poesia, música, cheiros… Mas, na medida certa. Tudo em demasia me enjoa…

Gosto de ser buscada, mas não perseguida, rodeada, sondada…

Gosto de surpresas, mas em sua medida…

Gosto da intensidade, sobretudo porque motiva, dá cor, ânimo…

Gosto de perceber, sentir…. Guardar, recordar….

Gosto de ouvir o som do silêncio, e o barulho do escuro… Intui!

Gosto de ser forte, principalmente quando posso ser fraca sem julgamentos…Afinal, quem nunca foi fraca(o)?

Gosto de diálogos, principalmente quando são inteligentes… Verdadeiros!

(…)

Não gosto do politicamente correto… É preciso ter errado para ser formado, pra ter alma sábia…

Não quero contas exatas… Gosto de diferenças.

Não quero perfeição,  não sou robô… As vezes o que convém, não contém..

Não quero falsidade, diplomacia, boa vizinhança, acordos sem brilho nos olhos…

Não gosto dos rótulos, dos pré-conceitos, eles tiram o natural… Mudam o foco! Mascaram…

Não gosto de gente que se faz de vítima, que se nivela por baixo, que se subestima…

Não gosto de covardes, são pessoas que não conseguem assumir o que dizem, muito menos o que fazem…

Não gosto de cobranças, de exigências, de radicalismos… Isso é agressão, violência…

Não gosto de pressão… Relações são conquistas! No banco se pagam contas, as relações são livres!

Não gosto dos excessos, dos extremos, dos fúteis…de verborragias…

Não quero palavras bonitas sem atitudes concretas de beleza… O belo é fato, mesmo sendo relativo.

Não quero poesias apenas por diplomacia… quero ver o além…. os atos…

Não gosto de injustiças, se o oposto existe porque optar pelo erro?

Não quero multidão, quero fidelidade…

Não quero fama, quero marcas…

Não gosto de interesse, eles passam. Quero eternidade….

Não quero ser o centro… já existo e isto basta! Meus passos farão a diferença…

(…)

Entre sins e não… Que saibamos escolher, que saibamos optar… Escolha!

Definir os gostos, os prazeres e os desprazes.. Eis os passos e os sabores: Desfrute!

 

CARAS…

Não é de hoje que a vida alheia é tão interessante para as pessoas… Afinal, gasta-se tempo (e é preciso tê-lo de sobra) para falar de outrem, principalmente quando ele (a) não está presente…

O fato se torna mais empolgante quando é polêmico, ou quando a invenção foi tão bem feita que as pessoas passam a acreditar em sua própria mentira… Criatividades a mil…É preciso ter grandes invenções para conseguir prender atenções de tantos expectadores… Haja tempo, haja assunto… Haja maldade! Haja más interpretações….

Falar do outro (coisas bem complexas, calúnias, julgamentos) é uma forma de interação, de chamar atenção para si. Um ato de unir as pessoas… Observem quantos sujeitos ouvem e saem falando daquilo que ouviram sem ao menos ‘pesquisarem’ no google a procedência… Porque conhecer de fato de quem (alguém, ser humano)  se fala, quase ninguém conhece. Por vezes só encontrou em algum lugar, por alguns momentos… Mesmo assim, é um ato insistente de criação…Invenção… ou como quiserem denominar…

A Fofoca é um belo ato de unir as pessoas para ‘detonar’ outra… Atitude de “cristão” por conveniência julgar comportamentos e excluir pessoas, apontar erros alheios e não ter a capacidade de se enxergar… Ou melhor, para encobrir seus próprios erros ou recalques, usar do outro…

É fácil apontar o outro e esconder-se! Se algo incomoda tanto em outra pessoa é problema de quem observa, não?…

Assunto de paz, não é motivo de união. Já vimos o quanto as polêmicas invadem as Televisões e dá a todos a capacidade de julgar sem ao menos conhecer…

Ciência é pra poucos… Ignorância é produto de consumo nas línguas e nas prateleiras…

Ora, convenhamos quantas pessoas passam por nós e falam algo que nos ajuda a ser melhor? Quantas pessoas nos fazem ver além?… Poucas, bem poucas…..

Quantas passam pela nossa vida reparando nas roupas, no cabelo, no sapato… Perdendo horas falando de assuntos fúteis, questionando comportamentos? Muitaaaassss….. e outras tantas levantando as mesmas bandeiras…

Quantas pessoas procuram visitar doentes e fazer o bem a outras? Quanto bem fizeram na última semana? …

Tais personas ficam fuçando a vida alheia pra encontrar defeitos e sair criticando… Ohh, tempo atoa!..

Onde estão as teses atuais desses ‘pensadores’ de corredores, analistas sem psique, rackers de internet e telefones sem fio?…

Bem, não é a toa que a Revista Caras, Contigo, bla bla bla são as mais lidas, comentadas, fofocadas… Há público suficiente para lê-las e poucos visitando livrarias culturais e fazendo programas inteligentes… Aposto que a revista Mente & Cerebro sobre FOFOCA poucos leram.

Aproveitem, está nas bancas… http://www2.uol.com.br/vivermente/

É irônico o riso se as pessoas que enchem a boca para falar de outros acreditam que isso os faz melhores, mais dignos, merecedores de crédito, ou confiança!

Cuidar do próprio mundo, já é uma tarefa árdua, dirá do mundo alheio, sem ao menos ser solicitado…

Aplausos para as fofocas de sucesso, certamente haverá bastante gente na arquibancada quando o assunto se virar contra si mesmo…

Cuidar da LÍNGUA faz parte da saúde mental! Já diria a Bíblia em outras palavras….

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Inter & Intra

Agindo socialmente, o outro determina o eu através das RE/lações. Somos esse entrelaçamento de reflexos uns dos outros… E vamos nos construindo seres humanos capazes de sentir, viver…

As palavras ainda são MEIOS de um RE/conhecimento, principalmente quando na distância somos incapazes de ver os traços e as expressões. Mas, através dessa  ação de nos reconhecermos somos possíveis de intuição, nossos signos, nossos significados, nossos significantes…

Estamos nessa cadeia de superação, onde as mãos se estendem na busca de conservar os laços, eliminar as mágoas, unir as semelhanças… a relação se faz! Se estabelece…

Nossa linguagem nos faz seres possíveis, pois fomos/somos constituídos de uma história, cultura, meio (que por vezes – na maioria – só segue as riscas do pré-concebido)…

Somos sujeitos que se constituem através de nossas relações, quando nossas  significações são compartilhadas, mesmo que por vezes são frutos de um processo cultural sustentado historicamente…

O ato de conhecer pressupõe a experiência (vivida JUNTO COM) e o mundo imaginário (que todos temos). A surpresa é O DIFERENTE no mundo real… Afinal, podemos agir, pensar, dizer. Somos, sim… seres conscientes diante dos eventos de nossa vida humana. A afetividade, o INCONSCIENTE, o simbólico, o semiótico, a estética, a VONTADE são nossas manifestações diante das CONEXÕES entre os sujeitos. Quem nunca ficou horas vivendo histórias (que pareciam reais) de encontros?

Só existe o reconhecimento do EU no reconhecimento do OUTRO, pois somos mediados socialmente. Claro que podemos ir além, mas a realidade que vivemos é esta: relação. Não se consegue ser ILHA. Por mais desejo que há nessa ‘necessidade’. Vivemos a mercê da dimensão tríplice: consciência, sentimentos e VONTADE…

Consciência da consciência… Haja ciência! Um desdobramento, um DESCOBRIMENTO…

 

É… descobrimento… Realmente, há um imenso/imerso caminho a se percorrer… Eis a possibilidade de REFLEXÃO.

Giramos, giramos…. Subimos ou descemos.. Atos e baixos, extremos! Espero que haja o REENCONTRO ou no mínimo o RECONHECIMENTO… 

 

Asas… Voem! 

 

 

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EXPECTATIVA…

= ESPERANÇA fundada em SUPOSTOS direitos, PROBABILIDADES, PROMESSAS….

Expectável = que se PODE esperar… PROVÁVEL..

PODE!?… Eu posso……………………… esperar! Fundamentado…

Conduzidos pelo som da cultura e das tradições… Aí vamos nós!… Ouvindo e aprendendo o senso comum,  vivendo e deixando de viver, às custas da moral e dos bons costumes. Onde está a ciência disso tudo, sendo que o se busca incessantemente são as comprovações, os resultados, os fatos?… Ambíguo. Nem por isso ser senso comum seja ruim, e ciência bom… e vice-versa! Afinal, estamos mais racionais do que nunca?… Percebam!

O que não é ambíguo?!… Não ser as peças (gratas) surpresas que fazem nossos olhos se espantarem, o ademais já é esperado. Ainda bem que há surpresas. Graças que nos surpreendemos com o inesperado, com aquela sensação do: ‘E agora?!’…

Olhando velhas cartas, lendo velhas linhas, ouvindo músicas antigas tentamos observar nossas expectativas daquela situação, até porque conseguimos nos reportar exatamente para aquele momento, seja ele bom ou não. Antes já falamos disso… Mas, voltemos a nós mesmos e compreendamos até que ponto nossas expectativas constroem e até onde viram pó… E como não tê-las? Sim, porque a pergunta é clara e já intui que TODOS nós temos expectativas que são expectáveis, ou não (só que não contamos com o não). Tanto em relação às situações, quanto com relação as pessoas… Será que são elas é que dão sabor e diferença ao nosso comum? Pessoas, expectativas? Há de se apegar a algo, alguém… há?

O ciclo de nossas idas e voltas estão calcadas no sair do comum. Talvez seja por isso que tantas pessoas querem se apaixonar, viver aquele ’sentimento’ de ficar aéreo (a), pensando 25h por dia em uma só pessoa. Imaginando (delirando) situações, e as reações diante delas. “Que me tome nos braços, que me beije, que… que… que… que….” Já até visualizamos o final feliz… Figuras de um cenário, sem contar com alguns detalhes….(…)!!!

Nossos livros estão sendo escritos, nem com tantos finais felizes, nem com tantas desilusões. Prontos para outra? Sim, afinal as expectativas mudam o foco. Ficam lembranças. É Nietzsche, tens razão: Pode-se prometer atos, mas nunca sentimentos….” . O que são sentimentos e o que são expectativas? Expectáveis?… Sentimentos são intelectualizados, internos, mais elaborados, todos somos capazes de sentir (não me lembro de ter lido ser promessa de para sempre). Então, por que temos que nos culpar tanto quando deixamos de sentir? Ops, falha no sistema Límbico.

Nãooo, voltemos à poesia. Isso é racional demais! Sendo expecativas expectáveis, ou não… Que possamos respirar e transpirar em verdade nossas situações, relações (sentimentos).

Aquela dor que parece não ter fim… Aquele momento que parece interminável, ou aquela sensação inexplicável de ser feliz………………………

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OUTRO TEMPO

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Chegando de avião em São Paulo à noite, se contempla uma paisagem deslumbrante. A sensação de ser um visitante no céu, olhando cada detalhe da terra… Deve ser assim a eternidade…

Quantas coisas estão acontecendo ao mesmo momento, naquele mesmo instante em que você está em um avião observando uma cidade inteira acesa?

Pisar em terra firme é a certeza de ter muito ainda o que andar… Mas, qual é a moral da história de estar vivo?! Aprender a lidar com as perdas, demonstrar o amor àqueles que amamos, fazer o bem? Deixar marcas, fazer história? Mesmo que seja em um minuto de eternidade? Ter a capacidade de acender e apagar as luzes!?… Fechemos os olhos………………..

No filme: Benjamin Button – a frase “Nada é eterno” é mais presente do que nunca… Não tinha imaginado o oposto da vida, de nascer idoso e morrer bebê… Seja lá de que forma, a morte é nossa certeza.

Gostaria de poder optar, de fazer um ‘xis’ entre um SIM e um NÃO, como tantas pessoas dizem que temos OPÇÕES… – para tudo se tem um jeito – Que frase é essa?!… Já vivi tantas situações que esse ‘jeito’ não existiu… Não sou adepta a clichês… Viver não é regra, não é receita de bolo… E brincar com a vida, não tem graça nenhuma…

A vida não tem volta… Eis a opção! Já estamos… Vivos! Inspirando, expirando!… E um livro pra escrever, para deixar algo para alguém ler, ouvir, saber que um dia existimos… Em algum momento seremos poeira, passado…

Crescer dar trabalho!… Ter trinta e dois anos também… Parece que com os anos as coisas vão ficando tão claras. Nossos olhos se abrem, nossa visão se amplia… Poderia ser o oposto, ir ficando jovem, desaprendendo, apagando da memória, voltando para algum colo… Será?! Também não sei…

… Um afeto me cobre hoje, movida pela incerteza do que virá, do que eu mudaria, do que fiz, do que me arrependi, do que não deveria ter dito…

Mais um dia se foi… Volto a colocar os pés no chão. Ainda ontem vi a terra como se estivesse no céu… Pena que tive que voltar em terra firme, porém se estou aqui deve ser porque faltam algumas páginas deste livro para escrever… Continuarei a caminhar! Por uns minutos ao menos… por uns minutos apenas….